"A obra de arte, ao se transformar em mercadoria, deve renunciar a ser obra de arte."
Theodor W. Adorno
Filósofo e sociólogo alemão
A crítica de Adorno não é quanto ao ato da venda em si. Para o filósofo, a obra deve renunciar ao status de obra de arte quando é criada para ser mercadoria.
Quando a lógica de mercado ditar o processo criativo e produtivo como o vender fácil, agradar e ser consumido rapidamente, a obra nasce morta como arte autônoma. Ela nasce como um produto.
Nosso papel, como curadores, é blindar o artista para que ele possa criar com autonomia, responder às suas perguntas, à sua própria pesquisa e à sua verdade. Somente quando a obra de arte estiver pronta e acabada, disponibiliza-la para o circuito da mercadoria, afinal, o artista precisa também se preocupar com sua sobrevivência.